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| Crédito da imagem: foto da internet |
A caçamba do lixo entrou na sua rua e foi subindo lentamente a ladeira, o mal cheiro e restos de tudo que caia do veículo foi atraindo cachorros que saem das calçadas, dos terreiros, dos quintais e de terrenos baldios.
Sendo aglomerado atrás e dos lados da caçamba iam feito procissão, despertando a curiosidade dos moradores que assistiam a cena e gritando por seus cachorros que buscando algo para matar a fome seguiam instintivamente a voz do estômago vazio, não atendiam os gritos de seus donos.
O homem dentro da caçamba cheia de lixo, ia jogando restos de comida para os cães, gostava de ver os animais brigando, se matando para abocanharem ainda no ar, qualquer coisa que ele jogava.
O veículo estava em seu ritmo lento, avançando na rua. Correndo os "homens do lixo", entre latidos e cachorros, estou pegando e jogando sacos de lixo para dentro da caçamba.
A procissão de cães estava crescendo, entre eles, uma batalha para matar a fome, era uma guerra de dentes e garras.
O homem que 'organizava' o lixo na caçamba, se divertindo com a algazarra canina, tirou de sua bolsa uma sacola com um grande pedaço de frango e jogou aos cães. Extasiado ria com as mordidas, os ralados, os latidos e grunhidos dos cães na briga pelo grande pedaço de frango.
Nessa hora entrou na briga um homem que chutando e tomando da boca dos cães o pedaço de frango. Correndo levantando o frango, como atletas levantam troféus, e gritando "hoje meus filhos comem, hoje meus filhos comem".
