Viver despojado

essa foto retrata o texto que do viver depojado, ou seja sem apego as coisas, principalmente as materiais, como também a importância de saber viver nas escasses sempre em vista do bem maior

Prezados irmãos e irmãs, nosso Irmão e Educador Universal nos ensinam muitas lições para os dias de hoje. Queremos refletir convocado o convite a Viver despojado.  Esse termo traz consigo ao menos três elementos: ganhar na derrota; na pequenez manter a grandeza; e viver abundantemente mesmo dentro da escassez. 

1. Ganhar na derrota
2. Grandeza na pequenez
3. Vida abundante e escassez
Conclusões – compromissos e desafios

Jó é um livro inspirador. Nele o ator principal mostra a consciência da fé fiel em Deus firmada na gratuidade e na inteira disposição de deixar Deus agir. Num só dia, Jó perdeu todos os seus bens e todos os filhos. Poderia assumir uma postura de fracasso, derrota e reclamação de sua condição.

Outra é sua postura. Ele se põe na condição de quem recebeu tudo de Deus. E tudo pertence ao Senhor. Se Ele deu, você também pode tirar tudo. Assumir uma meta, perseguir um objetivo claro na vida, fará com que você, muitas vezes, sofra uma aparente derrota. Foi assim com Jesus quando pareceu derrotado no alto da cruz. Foi assim com Francisco de Assis ao deixar para trás toda a riqueza e honras da família de seu pai.

Aprendamos “não tenha medo quando parecer derrotado; a aparência da derrota não impedirá sua vitória”. Aprenda a enfrentar a sensação do fracasso, sem deixar que o orgulho ferido ou a vergonha ou vitimização se imponha sobre sua vida. Você continua grande mesmo quando está em estado de pequenez.

A grandeza do ser humano não está determinada pelo número de seus bens, pelo alto valor na conta bancária ou pelas habilidades externas que possui. A grandeza está na própria pessoa, na sua condição de eternidade. Ser criatura elevada à categoria de Filho do Criador isso já constitui uma grandeza incomparável da pessoa.

A lição e convite do Evangelho é saber contemplar a grandeza dos pequenos e saber se colocar em atitude de grandeza sendo servo, pequeno.

Meus irmãos, não é fácil ser pequeno. Há um longo caminho a ser percorrido nessa direção. Ser pequeno, assumir a vivência da humildade no cotidiano é desafiador. Mas exatamente o que Francisco nos ensina, o que Nossa Senhora assume e o que nos pede o Texto do Evangelho “quem quiser ser grande, seja o servo de todos”.

Outra grande lição do nosso padroeiro, é viver feliz, na alegria perfeita mesmo quando a escassez bate à porta. Falta pão, dinheiro, mantimentos, mas não falta a abundância da esperança e de suas iluminações.

Sem queixas nem lamúria contemplar o horizonte maior da vida faz Jó registrar sua origem divina. “Nu eu vim ao mundo; nu eu voltarei”. Não está na abundância de bens, mas na abundância de amor e de gratidão a Vida feliz da pessoa.

Na conclusão apontamos três compromissos desafios deixados pelas lições de Francisco.

– Despojar-se de todas as amarras e apegos deste mundo: os bens, as pessoas, os desejos.

– Cultivar a consciência de sua grandeza divina mesmo quando tudo parece perdido, sem jeito. Mantenha a compostura e a atitude de gratidão de quem se sente amparado por Deus.

– Se és devoto de Francisco, aprenda a ser humilde, ser pequenino com as crianças, paciente com os idosos e doentes, inquieto e feliz com a juventude.

Irmão e Educador Universal, São Francisco, rogai por nós.



Autoria do Texto : Pe. Raimundo Gordiano, na homilia da segunda noite do festejo em honra a São Francisco de Assis, em Anori – AM, Diocese de Coari, no dia 26/09/2022.   

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