O desafio frente às mudanças na natureza causadas em sua maioria pela relação desprovida de consciência entre a sociedade e o meio ambiente afeta espécies de plantas, seres vivos, assim como os seres humanos, principalmente os vulneráveis. Na Laudato Si o Papa Francisco chama atenção para uma conscientização que implica num melhor relacionamento entre sociedade e ecologia.
Percebe-se que algumas das principais causas estão relacionadas com o desenvolvimento econômico, a urbanização, a exploração dos recursos naturais e desde a base quando a população não se compromete com pequenas atitudes, levando a contribuir com a degradação da natureza. Não é um posicionamento contra o crescimento econômico e estrutural, mas reflete-se que esse deve ser pautado na corresponsabilidade evitando a autodestruição, pois diante desses impactos os que mais sofrem são os excluídos, os indígenas e ribeirinhos.
O Papa Francisco chama a atenção que milhares de milhões de pessoas vivem nas periferias do mundo sofrendo as consequências do mau relacionamento entre a sociedade e o meio ambiente como tudo, além disso pouco ou quase nada é feito para evitar os sofrimentos dessas pessoas. Esses problemas entram nas pautas políticas e econômicas internacionais, mas sempre são colocados como apêndice ou simplesmente ficam em último lugar.
Entende-se que isso se deve ao fato de que os influenciadores, formadores de opinião, meios de comunicação, os responsáveis por tal legislação assim como o centro do poder, reflete esses desafios do conforto dos grandes centros urbanos, longe das realidades que vivem esses milhares de milhões de excluídos na escala mundial, ressalta o Papa Francisco. Com isso conclui-se que a consciência e o comprometimento por parte da sociedade como um todo têm um papel fundamental para fortalecer o relacionamento entre a sociedade ecológica.
REFERÊNCIA:
FRANCISCO, Papa. Carta Encíclica Laudato Si, nº 49. São Paulo: Editora Paulus 2015.
Autor do texto: Sebastião Caldas
