A paciência de Deus Transforma

 

Essa foto retrata o chamado a conversão do tempo quaresmal, não ficar buscando culpados para os nossos problemas, mas assumir as nossas responsabilidades no nosso processo de mudança e tranformação
Foto de Alberto De La Cruz

No itinerário quaresmal se apresentam dois caminhos que se interagem: a conversão humana e a paciência divina. Culpar os outros quando as desgraças acontecem parece ser a solução aos que se esquivam de suas responsabilidades. A busca pelos culpados dá ou cria uma boa consciência como se fosse a chave para convencer de que a justiça foi feita. A proposta é sempre censurar os outros e terceirizar o problema.

No evangelho de Lc 13,1-9 algumas pessoas vem a Jesus buscando culpados. Porém, o Senhor em vez de apontá-los, nos faz olhar para nós mesmos: “quem estiver sem pecados que lance a primeira pedra; se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. Todos somos pecadores e, antes de julgar ou buscar culpados, devemos lançar um olhar à nossa consciência.

A necessidade de conversão é um dever que se impõe. Somos como a figueira plantada na vida do Senhor. Damos sim poucos frutos do que Ele espera e por isso, necessitamos da paciência e da misericórdia de quem nos entende como somos. Não devemos abusar da paciência divina e deixar a conversão para depois, para o último momento que não sabemos quando será. A paciência de Deus termina depois de tantas chances e Ele oferece a outros o que não acolhemos.

A parábola da figueira não foi concluída, portanto, não sabemos o que houve com esta árvore: se produziu ou foi cortada. A mesma coisa acontecerá conosco diante de um futuro que depende das nossas ações. Levamos como mensagem deste precioso ensinamento que: Deus não é o culpado pelo mal, Ele é bom e não arquiteta calamidades e sofrimentos; o pecado não é centro do mundo, mas a graça de Deus que se dá na conversão; Deus não desperdiça a eternidade com castigos, mas está sempre ao nosso lado na batalha nos alertando para mudarmos senão pereceremos; converter-se é ttransformar integralmente a maneira de ser no mundo com as pessoas e a criação, somos conexão; Deus sempre confiará em nós abrindo oportunidades, portanto nosso lema deveria ser amar em vez de destruir.


 Paz e bênçãos! 

Pe. Nilton Cesar Boni cmf

Pegadas do Reino

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