![]() |
| Foto do arquivo pessoal do autor |
A construção de nossa vida passa por uma enxurrada de interrogações. Quando somos “novos”, tudo parece tão distante. Às vezes, temos a sensação de que nada vai dar certo; a insegurança ganha mais visibilidade do que nosso próprio “destino”. O medo, às vezes, toma conta de nossas convicções, e a luta interior e exterior parece já não ter mais tanto sentido. E nos perguntamos: o que fazer? Para onde enveredar? Qual a escolha certa?
Desculpe, sabemos que essas perguntas, às vezes, causam em nós um certo constrangimento, pelo menos para mim. Por outro lado, quando começamos a nos entender, ou melhor, a viver de fato, essas escolhas que a vida nos apresenta começam a fazer sentido e, a partir de então, vai caindo a ficha dessas vastas interrogações.
E aqui vale lembrar a grande frase atribuída ao filósofo Sócrates e aos oráculos gregos: “Conhece-te a ti mesmo”. Essa frase nos transmite, de antemão, um impacto, assim como causou em Sócrates quando ele chegou à porta do templo para “falar” com o oráculo. Conhecer a si mesmo não é algo tão fácil, como decidir hoje e resolver amanhã. Também não é como necessitar de algo, ir a uma loja de conveniência, comprar e pronto, tudo resolvido, não.
No primeiro momento, exige de nós mesmos maturidade para lidar com aquilo que somos, com as nossas mais bonitas qualidades, mas também com os nossos mais horrendos defeitos. Não é fácil lidar consigo mesmo e, talvez, o segredo esteja aqui: manter uma conexão profunda entre nossa identidade atual e nossas aspirações futuras. Portanto, não devemos perder a essência de quem somos no presente para saber lidar com essa construção da vida.
Mateus Cabral
