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Casa. Ele veio morar entre nós. Coração. Ele nos ama



Tanto se fala em Casa Comum. Tanto se pede ao Sagrado Coração de Jesus. O Verbo se fez carne. Veja. Ato de vir é movimento. Sai de onde está e vai para outro lugar. "Habitar tem a ver com a grandeza de ser feito pelo desejo de estar, de conviver. O ser humano é 'ek-sistir. Ek-sistir é abrir espaço para ser.

O homem é homem humano na medida em que habita a terra", Dom Leonardo Steiner nos clareia a visão com estas palavras. É preciso de fato ser humano, de fato habitar a Casa Comum. E como melhor fazer se não pelo coração? Com entrega e verdade?

"Ele veio morar entre nós", Jo. 1, 14. Jesus, o Verbo que se encarna para nos salvar. "Ele nos amou", Rm 8, 37. Ele veio, vem, encarnou, encarnação, vive, habita entre nós e nos ama ao fazê-lo e ao passar por tudo: perseguições, dúvidas, humilhações, crucificação.

E nós? Onde de fato habitamos? Na sede do poder? Na busca insaciável por "aproveitar a vida" com prazeres momentâneos? Cada um carrega sua múltipla proveniência, cultura, seus percursos formativos, experiências pessoais e pastorais.

Ele veio por nós. Ele nos ama. Não exclui! Por que excluímos? Por que não falamos diretamente para quem nos causa a aflição? Por que uma conversa às avessas dos assuntos do nosso caderno é sempre o caminho mais fácil? Por que não enfrentamos quem abusa ou ofende com amor na fala, apoio nas mãos, mas com incentivo à mudança?

Por que vimos na igreja e sentamos ou ocupamos nosso espaço no serviço e não acolhemos antes?

Por que insistimos em ser donos ao invés de sermos imitadores de Cristo? Ele nos ama. E esta mudança de amor, orientada por parábolas, virou mesa de comércio na frente do templo e voz segura diante de hipócritas e demagogos com vistas santas.

Ele nos ama. O Sagrado Coração de Jesus é fora do corpo porque se expandiu para acolher, para se expor e mostrar sua grandiosidade por amor sem julgamento. Acolher quem pede e quem nem sabe pedir ou precisa. Sejamos de fato sinodais. Órgãos são formados por células semelhantes que exercem a mesma função. Sejamos Igreja sinodal, sendo cada um sinodal no seu agir dentro e fora dela, do coração até à Casa Comum.

"Sinodalidade é um caminho de renovação espiritual e de reforma estrutural para tornar a Igreja mais participativa e missionária, isto é, para tornar mais capaz de caminhar com cada homem e mulher irradiando a luz de Cristo” (n.28).

A partir da conversão sinodal, atingi-se o coração e assim gera-se a reforma.

Coração em hebraico, grego e latim...

Deus não aceita sacrifício se houver injustiça.

Façamos, então, nosso habitar e nosso amor refletido o que somos integralmente.



Por: Marcela Amazonas

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