ESTAÇÕES E VAGÕES DA EXISTÊNCIA

essa foto retrata a história da existencia humana fazendo alusão aos pageiros de trem, aqueles estão nas esações e nos vagões da existencia humana

É maravilhoso como os vagões e estações da existência se harmonizam. Os primeiros vagões são ocupados por pessoais especiais recebendo pronto atendimento. Recebem do bom e do melhor, quase sempre sem sair do lugar. Os demais que se aproximam desses ocupantes, estão a servi-lo.

Com o andar do tempo e o avançar do trem, vários passageiros desembarcam, os demais avançam de vagão e muda o tratamento. Os ocupantes assumem o próprio cuidado. Uns aos outros servem-se mutuamente. A não ser por motivos graves na saúde ou por desvio de caráter, os ‘adultos’ aprendem a conduzir essa parte da viagem até que o entardecer do longo dia lhe toque a alma, enbranquecendo sua tez e diminuindo-lhes os reflexos.

Essa viagem tão linda nunca é apenas ascendente, nem muito menos descendente ou retilínea. Ela acontece como em montanha russa, em espiral. Ora de cabeça pra cima, ora de cabeça pra baixo, a viagem prossegue até que o líder chame a pessoa para desmbercar no tempo e deixar saudade.

Quem passa pela vida e segue os passos básicos, naturalmente vai viver o tempo do acolhimento, somente recenbendo tudo que lhe dão. Quem alcançou a maturidade, ja nao se contenta em ficar a vida inteira sentado no mesmo lugar, recebendo tudo de graça.

O mesmo se dá na fé. Ao reconhecer sua sadia condição humana, a pessoa abre-se aos outros e ao Outro (Deus), sentindo-se realizada ao se colocar a serviço. Percebe como natural de a doação de si. A Cruz de Jesus assumida como integrante de sua existência não pesa sobre seus ombros porque arde dentro do coração. Não vive em busca de todo o bem para si mesmo, saindo em busca de promover o bem e todos os valores eternos junto/com/para todos a começar pelos mais frágeis.

A Palavra, as palavras, os gestos, as mentalidades, a visão de mundo de quem se entrega ao encantamento da missionariedade rasga o véu das dificuldades mostrando as possibilidades, sopra o pó das cinzas reacendendo as brasas, quebra o tabu do tempo/espaço/tradições minúsculas e modas passageiras vislumbrando o além do momento já presente no íntimo do coração enquanto segue o trilho da existência em direção à última estação- o coração eterno do Pai.

A missionariedade, a missão posta em movimento está implantada em nós. Quando aceitamos vivê-la e sermos dominadas por ela, a vida muda de feição, o trem da vida segue a sadia marcha de sua evolução e ninguém, em bom estado de saúde, se nega colocar-se a serviço de quem está segue a viagem pela vida afora. Sigamos renovados e renovadores da vida, afinal essa viagem é maravilhosa e do começo ao fim tem cheiro, sabor e valor de eternidade.



Autoria do texto: Pe. Gordiano, Anori, 16 de agosto de 2024

Pegadas do Reino

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