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| Imagem: Pinterest |
Autora Marcela Amazonas
A conversão espiritual é constante, revira, sacode, exige a escolha: livre arbítrio para agradar a Deus ou a si mesmo?
São Francisco foi ferido pelo próprio pai ao renunciar à vida que conhecia, depois de seu encontro pessoal com Jesus.
São Padre Pio foi posto à prova por irmãos sacerdotes, superiores, médicos e tantos outros. Suas chagas, em vez de despertar em reverência, feriam a vaidade dos fracos diante do poder de Deus.
São Bento sofreu tentativa de envenenamento por irmãos de mosteiro, simplesmente por exigir ordem, zelo e fidelidade à vida consagrada.
Servir com amor autêntico exige mais do que oração, intimidade com Deus e fervor do Espírito Santo. Exige coragem para se posicionar diante das perseguições.
Quando alguém defende o certo diante de Deus, não é aquilo que agrada aos homens; quando luta pelo coletivo de verdade, e não por um “coletivo” usado como máscara para concentrar mando, controle e vaidade, é preciso encarar que vai incomodar. "Pedro e os outros apóstolos responderam: 'É preciso obedecer antes a Deus do que aos homens!'" (At. 5, 29).
Há “leigos feudais” que controlam a missão ao próprio tempo, ao próprio comando, à própria caneta. Eles querem servir, mas desde que tudo passe por suas mãos.
Esta tensão é muito antiga da fé: a diferença entre autoridade que serve e autoridade que possui. A Bíblia inteira atravessa esse conflito como um rio em época de cheia.
E às vezes, a resposta mais santa não é permanecer onde a alma é esmagada.
"Se alguém não vos receber, nem ouvir as vossas palavras, ao sairdes daquela casa ou daquela cidade, sacudido o pó dos vossos pés. Na verdade vos digo que menos rigor haja para Sodoma e Gomorra, no Dia do Juízo, do que para aquela cidade." (Mt. 10, 14-15).
É virar para as costas, sacudir a poeira e seguir para novas missões.
