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| Imagem: Pinterest |
Autora: Marcela Amazonas
Silêncio não é omissão. Silêncio é observação e posicionamento. Idade Silêncio. Sem ofender, sem excluir. Silêncio sábio escolhe fazer ao invés de falar. Mas se for preciso, usa as palavras.
Discordar não é ódio. Ver diferente não é se mostrar. Atualmente, o posicionamento é uma curtida ou não. Mundos desabam se houver tal "cancelamento".
O cancelamento é ignorar o outro. Ignorar o sentido de não lhe dar a chance de concordar ou de se mostrar quem é. O silêncio atual permite que o mal cresça rápido demais.
Maria não se permitiu pensar em agradar ou não alguém. Ela não pensou em ceder diante do mal. Ela disse sim sem saber o que viria. Ela sabia o Deus a quem escolhera. O único Senhor do universo inteiro.
O lado humano ver o possível e ceder ao mundo . Maria confiou no impossível que é de Deus. O medo causa silêncio falso, apavora. Deus mostra o caminho, o silêncio da segurança em acreditar.
Maria falou. Ela se posicionou. Ela não esperou para ver. Ela disse sim.
Maria não esperou o cenário piorar. Era casamento. Todos celebravam. Ela tentou: faça o que Ele disser. Ela não ficou "na Dela" para não se meter no que "não era nada ver com Ela". Ela viu, foi ajudar e garantiu: faça o que Ele disser. Silêncio não é conivência.
Uma das frases mais célebres de Santo Agostinho é: "Ama e faze o que quiseres" (do latim: Ama et quod vis fac). Esta frase resume a ética agostiniana, estabelecendo que se o amor (caridade) pelo fundamento de todas as ações, o resultado será bom, mesmo que pareça severo. Há uma técnica comunitária sobre a importância de se considerar e de considerar os sentimentos que diz: "Quando a boca cala, os órgãos falam. Quando a boca fala, os órgãos saram . Saiba o que falar e como falar!
Silêncio, mas não se omite.
